Textos com assunto: automóveis

Exportações de automóveis para Argentina

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Edição: Ano 23 nº 01 – 2014

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As exportações do Rio Grande do Sul para a Argentina, em 2013, vem apresentando recuperação, principalmente pelo crescimento nos embarques de automóveis. O valor exportado pelo setor cresceu US$ 259 milhões no acumulado entre janeiro e novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O Estado foi o que teve o melhor desempenho nesse ano, um aumento de 163,9%, enquanto a média nacional cresceu 55,7% no mesmo período. Com isso, o RS aumentou a sua participação no valor das vendas brasileiras de veículos para a Argentina, passando de 7,8% em 2012 para 11,4% em 2013.

Entretanto, a notícia de que a Argentina pretende, em 2014, diminuir as importações de automóveis, inclusive as do Brasil, poderá impactar bastante as exportações brasileiras e gaúchas, tendo em vista que ela é o principal parceiro tanto do Brasil quanto do RS no setor. As exportações de veículos leves do Estado (que são produzidos pela GM) são destinadas quase totalmente ao mercado argentino, que absorve 95% dos automóveis que o Estado exporta. Na média do Brasil, esse valor é de 87%.

Essa medida, se confirmada, também pode trazer impactos na produção do setor, já que a participação das exportações para o País foi de 15,3% no total das unidades vendidas no Brasil, entre janeiro e novembro de 2013. No Estado, essa participação foi de 15,7%.

A Argentina já vem adotando outras barreiras ao comércio externo brasileiro, mesmo que muitas delas de maneira não oficial. Desde o início de 2012, alguns setores da indústria vêm enfrentando dificuldades para entrar com os seus produtos na Argentina. Essas medidas costumam ser adotadas em momentos em que o país vizinho passa por mais dificuldades econômicas, a fim de proteger sua produção nacional.

Exportações de automóveis para Argentina

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Produção e vendas de veículos em queda

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Edição: Ano 17 nº 12 - 2008

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Os impactos da crise financeira internacional sobre o lado real da economia vão-se tornando visíveis e atingem, de forma variada, os diversos setores da economia mundial. Um caso dramático é o da indústria automobilística norte-americana, com risco de falência dos três maiores fabricantes. As dificuldades decorrem da atual crise financeira e do “enxugamento” da liquidez, mas também de problemas que restaram da crise industrial da década de 70, quando a perda de dinamismo do padrão tecnológico e a quadruplicação dos preços do petróleo revelaram uma indústria com baixos níveis de eficiência e não competitiva.

A reconversão das plantas, nos anos 80, mediante a automação e a incorporação de práticas enxutas de produção, possibilitou a recuperação da competitividade dos veículos norte-americanos. Contudo os fabricantes mantiveram a produção de veículos maiores e de preço elevado, apostando nocrédito abundante e barato, que também alimentou o mercado de imóveis. A atual crise de liquidez, porém, colocou em xeque a estratégia das três grandes norte-americanas.

No Brasil, as subsidiárias das montadoras norte-americanas são mais eficientes, preponderantemente pelo fato de serem plantas relativamente novas, construídas e/ou modernizadas na década de 90. Estas já incorporaram as inovações tecnológicas, organizacionais e logísticas, o que garante redução de custos, produtividade elevada e desenvolvimento de veículos adequados aos mercados de países emergentes: veículos mais baratos e voltados para o consumo de massa.Essa conjugação de fatores vem sustentando, especialmente a partir de 2004, uma fase de expansão acelerada da produçãoda indústria automotiva. Impulsionada pelo bom desempenho do mercado interno, a produção de automóveis e comerciais leves, caminhões e ônibus manteve-se, por um longo período, em patamares historicamente elevados. Contudo essa situação começa a mudar, na medida em que o aumento dos juros e o prazo menor de financiamento tornam os consumidores mais cautelosos (ou mais endividados), reduzindo a demanda interna e a produção.

Apesar das elevadas taxas de crescimento da produção (17,6%) e da comercialização (20,2%) de autoveículos, acumuladas no período jan.-out./08, em relação a igual período de 2007, uma análise da evolução das taxas mensais de crescimento da produção e das vendas mostra uma desaceleração no ritmo de crescimento da indústria, a qual deverá aprofundar-se nos próximos meses. Essa tendência é confirmada pela decisão de conceder férias coletivas aos empregados (GM de Gravataí por exemplo) e pelo aumento das demissões de empregados no segmento de autopeças. Na tentativa de amenizar os efeitos negativos sobre a cadeia produtiva, o Governo disponibilizou R$ 8 milhões para os bancos das montadoras financiarem as vendas.

Em outubro, segundo a Anfavea, as vendas de veículos caíram 11,6% em relação ao mês anterior. A queda acentou-se na primeira quinzena de novembro: cálculos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores apontam uma redução de 20,1% nas vendas de veículos automóveis e comerciais leves, em relação a outubro; retração de 9,6% nas vendas de caminhões e alta de 3% nas vendas de ônibus, no mesmo período de comparação.

Produção e vendas de veículos em queda

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