Textos com assunto: arroz

A Parceria Transpacífico e as exportações gaúchas

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Edição: Ano 24 nº 12 – 2015

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No início de outubro de 2015, 12 países da costa do Pacífico anunciaram, em Atlanta (EUA), um acordo cujos objetivos são, dentre outros, a redução ou a eliminação de tarifas para o comércio de determinados bens e serviços e o estabelecimento de padrões para investimentos, para a proteção ao meio ambiente, para o intercâmbio de informações e para os direitos de propriedade intelectual. A denominada Parceria Transpacífico — Trans-Pacific Partnership (TPP) — reúne Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã. A população desse conjunto de nações atinge cerca de 800 milhões de pessoas, e o seu PIB representa algo em torno de 40% do total mundial. Embora a intenção dos países-membros seja formalizar o acordo ainda em 2016, isso parece pouco provável, uma vez que ele precisa ser ratificado pelos respectivos parlamentos. Pelo menos nas duas maiores economias do bloco, EUA e Japão, são esperados acirrados debates sobre o tema. Como costuma acontecer nessas tentativas de integração econômica e liberalização comercial, o debate prioritário, internamente, deverá centrar-se nas consequências da TPP sobre o mercado de trabalho local.

Por outro lado, à medida que os termos do acordo forem tornando-se públicos, maior e mais precisa deverá ser a compreensão de sua efetiva abrangência e intensidade e, por conseguinte, de seus prováveis efeitos não só sobre os países-membros, mas também sobre as demais regiões do planeta. Seguramente, há diversas maneiras de se especular sobre as consequências da efetivação dessa parceria nas exportações gaúchas de mercadorias. Uma delas é a análise dos principais grupos de produtos exportados pelo Estado e sua inserção no mercado da TPP.

Utilizando-se a classificação da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) (agregação a quatro dígitos), tem-se que, entre 2010 e 2014, últimos cinco anos para os quais existem dados anuais consolidados, os 10 grupos de produtos mais exportados pelo RS — desconsiderando as vendas externas de plataformas, que, na verdade, não se constituíram em exportações — foram, pela ordem: soja em grão, tabaco não manufaturado, carne de aves — basicamente de frango —, farelo de soja, polímeros de etileno, carne suína, arroz, calçados de couro natural, óleo de soja e couros preparados. Nesse período, o conjunto mencionado respondeu por 55,0% do total exportado pelo Estado (valores anuais corrigidos a preços de 2014).

Conforme mostra a tabela abaixo, desses 10 grupos, cinco têm inserção reduzida no mercado da TPP: os do complexo soja (grão, farelo e óleo), o da carne suína e o do arroz. No período analisado, esses agregados tiveram suas vendas concentradas em outras regiões: a soja em grão na China, o farelo na União Europeia, o óleo na China e na Índia, a carne suína na Rússia e na Ucrânia e o arroz na África. Portanto, a princípio, seu comércio exterior será pouco afetado com a consolidação desse novo bloco econômico.

É na comercialização externa dos outros grupos que a representatividade do mercado da TPP passa a ter significância. Desses grupos, o do tabaco parece estar numa posição confortável, uma vez que o único grande produtor entre os países da TPP, os EUA, está com a demanda em declínio e incentiva a substituição dessa cultura. Situação semelhante ocorre em relação aos couros: o Vietnã, único país do bloco com alguma expressão nas vendas externas desses produtos, é, na verdade, um importador líquido de couros preparados.

Já as exportações de aves, calçados e polímeros se mostram mais vulneráveis. No primeiro caso, porque os EUA são o segundo maior exportador mundial desses produtos, e o Japão, um dos grandes importadores. Para as vendas externas de calçados, que vêm, há muitos anos, perdendo espaço no mercado externo, a situação poderá agravar-se: a TPP reúne o maior importador mundial (EUA) e o terceiro maior exportador (Vietnã). Em relação às exportações de polímeros, cabe o registro de que Chile e Peru, tradicionais compradores desses bens do RS, estarão no mesmo bloco de alguns de seus maiores exportadores mundiais: EUA, Cingapura e Canadá.

À medida que esses acordos multilaterais vão sucedendo-se, o Brasil vê-se numa encruzilhada. Por um lado, é fácil entender que diversos fatores retraem a disposição dos empresários nacionais em entregar “seu mercado” em troca de pouca expectativa de avançar em “mercados alheios” — caso de boa parte da indústria brasileira. Mas, por outro, ao alijar-se dos grandes acordos comerciais mundiais, o País poderá sofrer ao menos duas graves consequências: perder mercados antes acessíveis ao seu agronegócio e distanciar-se ainda mais do avanço tecnológico inerente ao processo de liberalização comercial.

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Lavoura de arroz no RS: em 2010, maus efeitos do El Niño

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Edição: Ano 19 nº 03 - 2010

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A produção de arroz atingiu 8.048 mil toneladas na safra 2008/2009, quando foi obtido o melhor resultado da história dessa cultura no Rio Grande do Sul — Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). A área plantada de 1.105 mil hectares e o rendimento médio de 7.281 kg/ha, naquela safra, também foram recordes históricos. Esses resultados foram propiciados pela tecnologia adotada (uso correto do manejo do solo, uso de insumos e sementes de última geração) e por boas condições climáticas.

Já no que se refere à safra em desenvolvimento, a expectativa é de que haja redução na produção, em virtude das condições climáticas adversas, fortemente influenciadas pelo fenômeno El Niño, que trouxe intensas enxurradas, especialmente na época de plantio. Essas ocorrências afetaram negativamente a área plantada nas quatro maiores regiões produtoras, entre as seis definidas pelo IRGA. Mesmo com o pequeno incremento de área nas regiões Planície Costeira Externa à Lagoa dos Patos e Zona Sul, o total da área semeada de arroz irrigado em 2009/2010 ficou em 1.076 mil hectares, redução de 2,76%, equivalente a menos 29.748 hectares em relação à safra anterior.

Ainda assim, se o clima se mantiver bom no decorrer das demais fases da cultura, é possível que as condições das lavouras melhorem e que ainda possam ser obtidos bons
níveis de produtividade.

Lavoura de arroz no RS em 2010, maus efeitos do El Niño

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Safra e preços do arroz no Rio Grande do Sul

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Edição: Ano 20 nº 02 - 2011

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A área plantada de arroz, na safra 2010/11, no Estado, atingiu cerca de 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Conab, o que deve representar cerca de 65% da produção nacional. Com plantio, manejo, técnicas adequadas e clima relativamente favorável à cultura, essa safra deve obter um aumento de 12,2% na produção, no RS.

No entanto, esse cenário favorável à produção pode piorar ainda mais os preços, já deprimidos, do cereal. Para se ter uma ideia, na primeira semana de 2011, o preço médio da saca de 50kg de arroz em casca fechou em R$ 23,78 no RS, abaixo do preço mínimo garantido pelo Governo Federal (R$ 25,80). Nesse contexto, a possibilidade de exportação poderia surgir como alternativa para enxugar o mercado e elevar o preço. Contudo não parece que esse caminho esteja sendo trilhado. Pode-se observar, na tabela, que as exportações estão abaixo do volume de 2009 e que, além do mais, o principal produto embarcado é o arroz quebrado, com baixo valor agregado.

A solução de curto prazo à retomada dos preços parece ser a sensibilização do Governo para a efetivação de sua política de preços mínimos. Através de seus diferentes instrumentos, como Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), Aquisição do Governo Federal (AGF) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEPRO), o Governo pode elevar o preço do cereal. Mas isso deve ocorrer com urgência, dado que, em março, inicia a nova safra.

Safra e preços do arroz no Rio Grande do Sul

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Safra de verão 2007/2008: uma aposta no aumento da produtividade

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Edição: Ano 16 nº 12 - 2007

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De acordo com o primeiro levantamento (out./07) das intenções de plantio da safra de verão 2007/2008 do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento das vendas de insumos e máquinas agrícolas no País indica uma expectativa bastante positiva com relação à produtividade para tal safra.

Mas, se, no caso das máquinas, esse crescimento é explicado, na sua maior parte, por investimentos em segmentos fora do setor produtor de grãos — como o de cana-de-açúcar e o florestal —, no caso dos fertilizantes, está relacionado com o aumento da área de cultivo de milho e, especialmente, com a maior utilização de tecnologia. A Associação Nacional para Difusão de Adubos e Corretivos indica que as vendas de janeiro a setembro de 2007 foram 33% superiores às de igual período de 2006.

No Rio Grande do Sul, o crescimento esperado na produção de grãos de verão é superior ao estimado para o Brasil e decorreria de ganhos de produtividade, pois há a redução das áreas utilizadas com as culturas de verão no Estado. Essas expectativas também são reflexo do aumento das compras de fertilizantes — o Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos do Rio Grande do Sul indica aumento de 25% nas vendas de janeiro a setembro de 2007, em relação a igual período de 2006.

Safra de verão 2007 2008 uma aposta no aumento da produtividade

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Safras de arroz no Rio Grande do Sul

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Edição: Ano 16 nº 03 - 2007

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O comportamento das safras de arroz no RS, no período de 1992 a 2006, mostra tendência crescente na produção (exceto na média de 1995-97) e no rendimento. Na última safra, em 2006, a cultura obteve rendimento recorde, de 6.679 kg/ha (IRGA).

Entretanto tal desempenho não deverá manter-se em 2007, se confirmadas as previsões da Conab, em seu Quinto Levantamento da Safra Agrícola (fev./07). Este estimou a produção de 6.010,4 mil toneladas, com variação negativa de 10,7% em relação à safra anterior. Também apontou redução de 8,5% na área e queda de 2,4% na produtividade. Tal situação não surpreendeu o setor orizícola, dado que, em regiões como a Campanha e a Fronteira Oeste, tradicionalmente as maiores produtoras, algumas lavouras tiveram problemas de déficit hídrico, diminuindo a área cultivada.

Quanto aos preços médios recebidos pelo produto, estes vêm, paulatinamente, decrescendo nas sete semanas observadas que antecedem a 17ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em São Gabriel, de 02 a 04 de março: eram R$ 22,47 na semana de 08.01.07 a 12.01.07 e passaram a R$ 18,70 na semana de 19.02.07 a 23.02.07, ficando num patamar bem abaixo da média histórica para o mês de fevereiro, que é de R$ 29,98 (média, para o mês indicado, dos preços mensais, corrigidos, da série histórica 2001-05) (Emater-RS). A orientação do IRGA para os produtores é a de não vender o produto abaixo de R$ 22,00, aconselhando, para comercialização, a utilização de AGF, EGF e opções.

Safras de arroz no Rio Grande do Sul

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