Textos com assunto: álcool

Estado e capital estrangeiro no etanol brasileiro

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Edição: Ano 17 nº 10 - 2008

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A indústria do biocombustível passa por uma fase de crescimento acelerado, acompanhada de um rápido e profundo processo de centralização e concentração do patrimônio das empresas e da produção do setor. Nessa reestruturação, o capital estrangeiro (empresas e fundos de investimentos internacionais) tem tido um papel determinante, levando também a uma acelerada internacionalização de toda cadeia sucroalcooleira

A agressividade do capital internacional em um setor estratégico só teve recentemente uma resposta por parte do Governo brasileiro, através do BNDES e da Petrobrás. A chegada das grandes petroleiras internacionais – a British Petroleum (BP) a Petróleo de Venezuela S/A (PDVSA) –
e o interesse da Royal Dutch Shell no álcool brasileiro parecem ter despertado a Petrobrás, induzindo-a a seguir o movimento das concorrentes.

O envolvimento do BNDES, por sua vez, pode ser entendido, diferentemente, como fazendo parte de uma estratégia de apoiar a estruturação e o desenvolvimento de um setor na área de energia, o qual não deveria tornar-se área exclusiva de atuação do capital estrangeiro. As ações conduzidas pelo Banco vão no sentido de aumentar as escalas de operação das empresas, incentivando o movimento de fusões entre os grupos nacionais, tornando-se sócio dos mesmos e financiando seus projetos de expansão. As empresas, assim robustecidas, estariam em melhores condições para se associarem a grupos internacionais.

Ainda é cedo para avaliar o tamanho do impacto da crise financeira deste setembro de 2008 sobre o crescimento do setor. Contudo ele se verá afetado, considerando-se, simplesmente, o papel do capital de risco internacional nos novos investimentos.

Estado e capital estrangeiro no etanol brasileiro

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Uma breve incursão no dimensionamento do mercado de biodiesel no Brasil

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Edição: Ano 17 nº 01 - 2008

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Os desafios ambientais gerados pelo uso intensivo de fontes de energia não renováveis e a escassez — forjada, ou não — de petróleo, que proporciona tendência crescente dos preços, fazem nascer alternativas irreversíveis e crescentes de outras fontes de energia não renováveis. No Brasil, a experiência do Pró-Álcool, seu clima, seu solo e sua tradição em pesquisa com oleaginosas, como a soja, poderão alavancar os biocombustíveis.

As estimativas da demanda do biodiesel aqui apresentadas restringem-se ao B5 (5% de biodiesel no total da mistura) para 2010-20, refletindo uma conjugação entre as taxas de crescimento cenarizadas da economia brasileira (3,0%, 4,0% e 5,0% ao ano) e seus rebatimentos na economia gaúcha. Ambas as estimativas estão ponderadas com as respectivas elasticidades- renda dos requerimentos de diesel de 1,4 para o RS e de 1,2 para o Brasil. Isso significa que, se o PIB crescer 3% ao ano, os requerimentos de diesel crescerão a 4,2% para o RS e a 3,6% para o Brasil, potencializando o mercado; ou, em caso de inércia, além do descaso ambiental, ocorrerá a aceleração do esgotamento das reservas brasileiras de petróleo, estimadas em 20 anos, a culminar no auge da crise do petróleo.

Se a demanda criar a sua própria oferta, sua organização será algo de grande complexidade, pois tratará com um grande número de espécies e variedades em diversas regiões do País, exigindo uma pesquisa de excelência, recursos generosos, manejo adequado e usinas de alta eficiência.

Além disso, existem a questão dos alimentos, que deverá demandar um incremento da produtividade em geral por hectare, a da inadiável inclusão social e o compromisso com a sustentabilidade.

Uma breve incursão no dimensionamento do mercado de biodiesel no Brasil

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Etanol: o desafio brasileiro de saltar de 16 bilhões para 205 bilhões de litros

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Edição: Ano 16 nº 04 - 2007

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Ao ser anunciada a morte da era petróleo para meados do século, as pesquisas para a produção de energéticos alternativos em escala global, destacando-se o etanol e a célula a combustível, roubam a cena nas economias cêntricas, principalmente nos Estados Unidos.

Embora o Brasil detenha a tecnologia mais avançada no que tange ao etanol, via hidrólise ácida e a experiência do Pró-Álcool desde 1975, poderá perdê-la brevemente, com o advento da hidrólise enzimática, que requer vultosos investimentos e conhecimentos desde a química até a manipulação genética de novas enzimas capazes de minimizar os passos de processamento dos açúcares em álcool, o que poderá dobrar a produtividade por hectare. O Brasil, com invejáveis condições de clima e solo, não obstante a excelência de seus cientistas, não tem encontrado contrapartida em recursos para pesquisa, comprometendo a produtividade e a inovação.

Estudos da Unicamp projetam o consumo mundial para cerca de 1,7 trilhão de litros de gasolina em 2025. A estes, o Brasil poderá suprir com 205 bilhões de litros de etanol, através de 1.400 usinas. Atualmente, são produzidos 16 bilhões de litros, mediante 500 usinas, sendo 200 de baixa produtividade. Para tal, serão necessários US$ 10 bilhões a serem investidos até 2017, além da expansão da área plantada de cana-de-açúcar de 3 milhões de hectares para 25 milhões, já considerando a duplicação da produtividade (gráfico).

A inserção do etanol em escala global faz parte de um sistema de equações simultâneas, envolvendo vetores, como P&D, a bioenergia, incluindo o próprio etanol, os alimentos, as questões sociais e a alocação de recursos, sujeitos às rigorosas restrições ambientais de preservação e habitabilidade.

Etanol o desafio brasileiro de saltar de 16 bilhões para 205 bilhões de litros

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