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As exportações do RS por blocos econômicos

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Edição: Ano 14 nº 04 - 2005

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No primeiro bimestre de 2005, as exportações do RS aumentaram 20,41% em relação aos primeiros dois meses
de 2004, tendo se sobressaído as vendas para a América Latina (Mercosul e ALADI).

Dentre os principais produtos exportados pelo RS para o Mercosul no período jan.-fev./05, destacaram-se: polietileno; colheitadeiras; benzeno; ceifeiras-debulhadoras; e tratores. Para a ALADI (exceto Mercosul), as mercadorias mais exportadas foram carrocerias para ônibus; tratores; polietileno; calçados de couro; e carne e frango. As vendas para a União Européia constituíram-se principalmente de calçados de couro; fumo; farelo de soja; carne de frango; e polietileno. Para a região do NAFTA, salientaram-se as exportações de calçados de couro; tratores; benzeno; carrocerias para ônibus; e outras obras de couro natural. A Ásia (exceto Oriente Médio) comprou principalmente fumo; farelo de soja; carne de frango; óleo de soja; e pasta química de madeira.

Enquanto as exportações do RS para o NAFTA, o Mercosul e a ALADI constituem-se basicamente de produtos
manufaturados e semimanufaturados, para a União Européia e a Ásia predominam as vendas de produtos básicos e semimanufaturados. Com a seca, entretanto, as exportações de produtos básicos (especialmente alimentos), este ano, ficarão prejudicadas, abrindo espaço para um aumento na participação de produtos industrializados na pauta exportadora. Esse foi o caso dos calçados exportados para a União Européia, os quais foram beneficiados pela desvalorização do dólar frente ao euro, o que compensou, em parte, a valorização do real frente ao dólar.

As exportações do RS por blocos econômicos

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A intensificação das negociações da ALCA

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Edição: Ano 11 nº 11 - 2002

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A sucessão no Governo brasileiro coincide com a intensificação das negociações da ALCA e, também, com a mudança na presidência e no cornando dessa instituição. Entre novembro de 2002 e janeiro de 2005, Brasil e EUA dividirão a presidência das negociações da ALCA, devendo protagonizar fortes embates, devido às várias diferenças entre eles no enfoque das questões. Por exemplo : o Brasil, nas ofertas de abertura, defende a aplicação, em nível regional, da cláusula de nação mais favorecida, já adotada na OMC. Por essa cláusula, os benefícios concedidos a um dos países-membros estender-se-ão a todos os demais. Os EUA defendem a negociação de acordos bilaterais e já vêm tentando firmá- -los com países centro-americanos e caribenhos, além do Chile. Prevalecendo a posição dos EUA, nenhum pais saberá a oferta feita ao outro. Outro exemplo de diferenças: Brasil e EUA assumem a co-presidência sem consenso sobre o método de escolha dos produtos que devem ficar isentos de tributos a partir de 2005. Mas o maior motivo de discórdia entre os dois países é a agricultura, tanto pelos subsídios concedidos pelos EUA aos seus agricultores quanto pelo elevado número de barreiras tarifárias e não-tarifárias impostas aos produtos agrícolas estrangeiros. Enquanto o Brasil protesta contra essas medidas protecionistas, os EUA dizem que a ALCA deve restringir-se à discussão de tarifas alfandegárias e que as demais questões agrícolas deverão ser tratadas na OMC.

As diferenças de posicionamento deverão ser superadas dentr0 dos prazos fixados no cronograma de negociações. As ofertas iniciais nos cinco grupos de negociação de acesso a mercados bens industriais, bens agrícolas, serviços, investimentos e compras governamentais – deverão ser entregues entre 15.12.02 e 15.02.03. De 16 de fevereiro a 15 de junho de 2003, os países manifestar-se-ão sobre as ofertas iniciais, pedindo melhorias. E, de 15.07.03 até 1°.01.05, ocorrerão as negociações efetivas, Abrangendo não só redução de tarifas sobre produtos agrícolas e industriais, mas concessões em serviços, investimentos e compras governamentais. Durante o ano de 2005, os países farão os ajustes necessários para a entrada em funcionamento do bloco, e, a partir de 2006, iniciar-se-á o processo de desgravação.

Quase metade das exportações do RS destina-se às Américas, com forte predomínio de produtos industrializados. Assim, as conquistas e as concessões feitas pelo Brasil no âmbito da ALCA, nos próximos quatro anos, serão de extrema importância para o Estado. Os principais produtos exportados pelo RS para a ALCA são: calçados e outros produtos de couro; motores diesel; fumo não manufaturado; tratores, carrocerias, pecas e acessórios para tratores e automóveis; polietileno; madeira; espingardas; benzeno; móveis de madeira; couro curtido e preparado; aparelhos de ar condicionado. Os principais mercados para o RS na ALCA são: EUA, Argentina, Chile, México, Uruguai e Paraguai.

A intensificação das negociações da ALCA

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