Textos com assunto: adubos e fertilizantes

Quimificação da agricultura: o uso de fertilizantes e agrotóxicos no Brasil e no RS

Por:

Edição: Ano 15 nº 10 - 2006

Área temática:

Assunto(s):

Como parte da construção de indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil, com informações relacionadas ao uso dos recursos naturais e à degradação ambiental, encontram-se os indicadores de uso de fertilizantes e de agrotóxicos na agricultura brasileira. Sua inclusão justifica-se pela dimensão do potencial poluidor e dos riscos à saúde humana associados aos produtos químicos utilizados na atividade agrícola.

Entre as unidades da Federação, percebe-se uma grande variação: os fertilizantes são mais amplamente usados no Distrito Federal (273,91 kg/ha), em Roraima (230,13 kg/ha) e em Minas Gerais (220,55 kg/ha), e, por sua vez, os agrotóxicos têm maior uso proporcional em São Paulo (8,05 kg/ha), no Distrito Federal (6,13 kg/ha) e em Goiás (4,22 kg/ha). O Rio Grande do Sul, com 142,89 kg/ha de uso de fertilizantes e 2,62 kg/ha de agrotóxicos, encontra-se um pouco abaixo da média brasileira, que é de 143,62 kg/ha para o primeiro e de 3,13 kg/ha para o segundo.

Face ao impacto ambiental e aos riscos ao bem-estar da população acarretados pela quimificação da agricultura, coloca- se como desafio aos planejadores e aos pesquisadores a redução do uso desses insumos ou, ao menos, dos seus níveis de toxicidade.

Quimificação da agricultura o uso de fertilizantes e agrotóxicos

Compartilhe

Acirra-se a competição no mercado brasileiro de fertilizantes. E o agricultor?

Por:

Edição: Ano 13 nº 11 - 2004

Área temática:

Assunto(s): ,

O crescimento da lavoura de grãos brasileira nos últimos anos alavancou a demanda interna por fertilizantes. Além disso, a perspectiva de o Brasil integrar-se crescentemente aos mercados mundiais de commodities, tendo em vista a reserva de terras disponíveis para a expansão agrícola, tornou estratégico o mercado brasileiro de adubos para as grandes corporações multinacionais.

Isso fica bem claro, quando se observa o verdadeiro surto de aquisições de empresas nacionais protagonizado tanto por multinacionais já instaladas no País (Bunge e Born e Cargill) quanto por late-commers (Norsk Hidro). Hoje, a produção brasileira de fertilizantes está concentrada em duas grandes corporações mundiais, as já citadas Bunge e Born e Cargill, sob a liderança da primeira delas.

Mas a liderança da Bunge e Born no mercado brasileiro pode estar ameaçada pelas últimas operações de reestruturação promovidas por gigantes na área de fertilizantes, em âmbito mundial. Acaba de nascer a The Mosaic Company, constituída pela união entre os negócios mundiais de adubos da Cargill e a, também norte-americana, IMC Global, cujo trunfo é ser líder no mercado mundial de dois dos três nutrientes básicos para a formulação de adubos, a saber, fosfato e potássio. É preciso ter em mente que o gargalo na produção de adubos, no Brasil, é a escassez de fertilizantes básicos fosfatados, conforme mostram as importações relacionadas a essa rubrica.

A estas alturas, é impossível deixar de se perguntar sobre os efeitos da concentração industrial sobre a produção agrícola, que sabidamente se organiza de forma atomizada.

Acirra-se a competição no mercado brasileiro de fertilizantes. E o agricultor

Compartilhe