Textos na área temática: Saúde

Redução da mortalidade da população de 50 anos e mais ainda é insatisfatória

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Edição: Ano 13 nº 09 - 2004

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O indicador de expectativa de vida ao nascer, com base no aumento da longevidade da população, calculado no Censo Demográfico do IBGE, mostra uma melhoria nos padrões de saúde pública, nas últimas duas décadas, no País. A expectativa de vida no RS e no Brasil era, respectivamente, no ano 2000, de 72,1 anos e 68,6 anos, enquanto, em 1980, era de 65,6 anos e 61,7 anos.

No caso brasileiro, ocorreu uma leve diminuição no percentual de mortalidade da população na faixa etária de 50 anos e mais. Em 1980, esse volume representava 2,52% e baixou para 2,41% no ano 2000. No RS, esse percentual, que era de 2,94%, passou para 2,61%; isso indica que o decréscimo no RS foi de 11,22%, enquanto, no Brasil, foi de apenas 4,36%, mostrando que a queda foi mais significativa e acentuada no RS.

Os dados revelam que o RS apresenta uma mortalidade na faixa etária de 50 anos e mais superior à média brasileira, porém sua tendência à queda, ao longo dos 20 anos, foi maior do que a do Brasil. Por outro lado, observa-se que o crescimento da expectativa de vida, como era de se esperar, foi maior no Brasil (11,09%) do que no RS (9,94%), exatamente pelo fato de o seu patamar no Brasil ser significativamente inferior ao do RS. Apesar da queda do percentual de mortes aos 50 anos e mais, os percentuais ainda são muito elevados.

Redução da mortalidade da população de 50 anos e mais ainda é insatisfatória

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Hanseníase: o difícil combate

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Edição: Ano 13 nº 08 - 2004

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A hanseníase é uma moléstia infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, e sua contaminação dá-se pelas vias aéreas. Essa doença, além de incapacitar fisicamente, reforça preconceitos milenares.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a países em desenvolvimento alcançarem a meta de menos de
um doente por 10.000 habitantes até o ano de 2006. O Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos novos, só perdendo para a Índia, entrou, em 1991, no programa de erradicação da doença por tratamento poliquimioterápico (PQT-OMS), que leva o paciente à cura num período de um ano.

Em 1999, registraram-se 83.090 casos novos no Brasil, o que representou uma proporção de 5,07/10.000. Em 2002, ocorreu um leve declínio, registrando-se 77.154 casos, com a taxa de 4,42/10.000. Mato Grosso do Sul, Piauí e Roraima são os estados com mais alta taxa de infectados: 30,19; 16,63; e 14,53 casos por 10.000 respectivamente.

O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado brasileiro a alcançar a meta da eliminação da hanseníase como problema de saúde pública e, em 1999, já estava com a taxa de 0,41/10.000 casos, sendo 409 pacientes em tratamento. Em 2002, foram detectados 231 pacientes, correspondendo a uma taxa de 0,22. Se o Brasil alcançar a meta prevista em 2006, provavelmente o RS terá a possibilidade de erradicar a doença.

Hanseníase o difícil combate

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Gravidez na adolescência: ainda uma questão a ser enfrentada

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Edição: Ano 13 nº 07 – 2004

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A ocorrência de gravidez na adolescência é um sério problema de saúde pública no País, uma vez que tem várias repercuss ões médicas e sociais. Usualmente, trata-se de uma gravidez de risco, apresentando altas taxas de mortalidade materna, maior número de ocorrências de partos prematuros e de crianças com baixo peso ao nascer. Por outro lado, freqüentemente, é uma gravidez não desejada, acarretando, muitas vezes, o abandono da escola e/ou uma situação de desemprego.

Gravidez na adolescência ainda uma questão a ser enfrentada

No Rio Grande do Sul, também se vivencia essa situação: em 2002, houve 30.507 nascimentos cujas mães tinham até 19 anos (sendo 1.235 de 10 a 14 anos). Entre 1993 e 2002, houve um decréscimo de 16,9% no total de nascimentos, mas, na faixa de 10 a 19 anos, o número de partos caiu apenas 8,6%.

Considerando apenas o grupo das meninas adolescentes, verificou-se uma diminuição do coeficiente de mães por 1.000 mulheres dessa faixa etária, o qual passou de 37,7 por 1.000 em 1993 para 32,3 por 1.000 em 2002, o que configura um resultado positivo no que se refere à gravidez na adolescência, ainda que relativamente pequeno para um período de 10 anos.

Assim, ainda que tenha caído o coeficiente de mães com até 19 anos (número de adolescentes que tiveram filhos por 1.000 mulheres de 10 a 19 anos), tendo em vista os problemas tanto sociais quanto de saúde que pode acarretar uma gravidez na adolescência, é importante que se mantenham e se incrementem a educação e a prevenção, para que a gravidez venha a ocorrer em momento oportuno.

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RS: mortalidade de crianças menores de cinco anos

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Edição: Ano 12 nº 09 - 2003

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O cálculo da Taxa de Mortalidade de Menores de Cinco Anos (TMM5) mede o resultado final do processo de desenvolvimento representa o resultado de uma grande variedade de “fatores de contribuição”: a saúde nutricional e o conhecimento das mães sobre a saúde; o nível de imunização e o uso do TRO (tratamento com sais de reidratação oral e/ou com soros caseiros recomendados em todos os casos de diarréia); a disponibilidade de serviços de saúde materno-infantil (inclusive assistência durante o período pré-natal); a disponibilidade de renda e de alimentos na família; a disponibilidade de água limpa e saneamento básico; e a segurança do meio ambiente da criança de maneira geral. Por isso, a TMM5 é um importante indicador da situação da infância em um país.

O relatório A Situação Mundial da Infância de 2003, da Unicef, revela que, no Brasil, até os cinco anos, morrem 36 crianças para cada grupo de mil (dados para 2001). No RS, a TMM5 para o ano 2000 indicou que, em média, para cada mil, morrem 18 crianças. Em 163 municípios, que abrangem 33,83% da população do Estado, a taxa situou-se acima de 18 crianças para cada mil nascidas vivas. Desses municípios, oito apresentavam população acima de 100 mil habitantes.

Três Coredes — o do Sul, o do Vale do Rio Pardo e o da Campanha — têm grande parte dos seus municípios com elevada TMM5. No primeiro, a população das cidades com TMM5 acima da média do Estado representa 98,56% da população do Corede; no segundo, 85,09%; e, na região da Campanha, 80,24%.

Municípios com mais de 100 mil habitantes e TMM5 acima da média estadual no Rio Grande do Sul — 2000

FONTE: FEE/NIS.
FONTE: Datasus.
(1) TMM5 é a taxa de mortalidade infantil de menores de cinco anos por mil nascidos vivos.

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A evolução da expectativa de vida, por sexo, no Rio Grande do Sul

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Edição: Ano 12 nº 09 - 2003

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A Reforma da Previdência, atualmente em curso no Congresso Nacional, recoloca a questão da expectativa média de vida do cidadão brasileiro. Especificamente no caso da população gaúcha, houve um importante incremento dessa expectativa nos últimos 30 anos, passando de 66,6 anos no período 1971-73 para 73,4 anos em 1999-01. Entretanto, ao discriminar essa informação por sexo, verifica-se que a expectativa de vida masculina no Rio Grande do Sul, que já era menor do que a feminina no começo da década de 70, cresceu menos do que esta última no período.

Um dos fatores responsáveis pela mortalidade masculina em idades precoces são as chamadas causas externas (das quais 70% são agressões e acidentes de trânsito). Enquanto, em 2001, apenas 3,7% dos óbitos femininos decorreram dessas causas, 13,9% ou 5.365 óbitos masculinos ocorreram em função delas. Destes últimos, 2.805 aconteceram em grupos etários jovens — dos 15 aos 39 anos de idade —, representando 7,3% do total de óbitos masculinos. Esse perfil de mortalidade influenciou fortemente o resultado final da expectativa de vida para os homens gaúchos, a qual, na virada do milênio, ainda não alcançou a expectativa média de vida feminina do início dos anos 70.

A evolução da expectativa de vida, por sexo, no Rio Grande do Sul

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