Textos na área temática: Saúde

A estabilidade da oferta de leitos do SUS no RS e no Brasil

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Edição: Ano 19 nº 06 - 2010

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O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a funcionar em 1988. Em 2003, cerca de 90% da população brasileira era usuária de algum serviço do SUS, pois o sistema público atendia a outras modalidades (plano de saúde e pagamento direto). Em 2008, 80% da população utilizava o SUS de forma exclusiva.

O número de leitos (conveniados ou contratados) para a internação hospitalar do SUS permaneceu estável no RS, entre 2006 e 2009, tendo atingido, neste último ano, 21.547 leitos. A participação do SUS nos leitos totais, em torno de 70%, foi estável no período. A variação dos leitos do SUS, no quadriênio 2006-09, foi de apenas 2,4%, enquanto a dos leitos não SUS caiu 0,3%.

No Brasil, o total de leitos reduziu-se, entre 2006 e 2009, em 4.230 leitos, atingindo 468.852 em 2009. A quantidade de leitos do SUS acompanhou essa tendência de decréscimo, pois, em igual período, ocorreu uma perda de 15.419 leitos. A diminuição dos leitos do SUS, entre 2006 e 2009, foi de 4,3%, enquanto os leitos não SUS cresceram quase 10% em igual período.

As dificuldades da população para conseguir um leito e as constantes denúncias de superlotação dos hospitais apontam o muito que ainda deve ser realizado para que o SUS possibilite o acesso universal, igualitário e integral à saúde no País.

A estabilidade da oferta de leitos do SUS no RS e no Brasil

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Mortalidade materna nos municípios do RS

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Edição: Ano 18 nº 04 - 2009

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Um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estipulados pela ONU é reduzir a mortalidade materna (número de óbitos maternos por 100.000 crianças nascidas vivas) em três quartos entre 1990 e 2015. O Governo Federal tem como meta a diminuição desse indicador em 15%, de 2008 até 2011, e, para tanto, tem um projeto de qualificação de profissionais, para melhorar a qualidade do pré-natal e reduzir o número de cesarianas consideradas desnecessárias.

A taxa do Brasil subiu de 48,70 para 74,68 entre 1992 e 2005, segundo dados do DATASUS. No RS, passou de 40,00 para 66,00 nesse mesmo período. Mas, em 2007, o Estado apresentou uma queda nesse indicador, para 57,78. Mesmo assim, continua numa situação precária, pois, se mantiver essa tendência, não alcançará a meta da ONU em 2015. Quanto aos 10 municípios gaúchos mais populosos em 2007, essa mesma meta de diminuição em três quartos do indicador não tinha sido atingida por nenhum deles em 2005. Com a atualização dos dados para o ano de 2007, a situação praticamente não mudou. Apenas Viamão conseguiu alcançá-la e, se continuar nesse patamar, estará cumprindo o conceito de redução de mortalidade materna estipulada pela ONU para 2015. Quanto aos demais municípios, permanecem mal categorizados em relação a esse ODM. Oito deles, inclusive, pioraram o indicador entre 2005 e 2007.

Mortalidade materna nos municípios do RS

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Saúde alicerça o crescimento do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) do Estado em 2005

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Edição: Ano 17 nº 11 - 2008

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O Bloco de Saúde do Idese do Estado apresentou, em 2005, uma variação positiva de 0,5%, elevando seu índice de 0,846 para 0,851. O bom desempenho desse bloco nesse ano foi o responsável pela manutenção do Idese no patamar de 0,761, visto que os Blocos de Renda e Educação apresentaram queda em 2005 e o Bloco de Saneamento e Domicílios se manteve estável. A elevação em Saúde deveu-se às melhoras verificadas nos dois indicadores de saúde infantil: o percentual de crianças com baixo peso ao nascer revelou queda no Estado, em 2005, o que acarretou uma melhora de 1,0% em seu índice. A taxa de mortalidade de menores de cinco anos também regrediu nesse ano, ocasionando uma elevação de 0,6% no índice desse indicador. A esperança de vida ao nascer (terceiro indicador componente do Bloco de Saúde) permaneceu estável em 2005.

Analisando esse fenômeno regionalmente, observa-se o oeste do Estado evoluindo significativamente mais que as demais localidades. Como mostra a tabela, as mesorregiões que tiveram os melhores desempenhos em Saúde, em 2005, foram a Noroeste e a Sudoeste. A primeira teve seu índice em Saúde elevado em 1%, impulsionado por melhoras significativas nos dois indicadores de saúde infantil, destacando-se, especificamente, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos, que, nessa região, apresentou a maior redução no Estado (e, conseqüentemente, a maior elevação em seu índice). A segunda mesorregião mostrou crescimento de 0,7%, alavancado, principalmente, pela melhora no indicador percentual de crianças com baixo peso ao nascer.

Saúde alicerça o crescimento do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico

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Combate à AIDS: um dos objetivos do milênio

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Edição: Ano 16 nº 07 - 2007

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Dentre os 18 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, um está relacionado ao combate ao HIV/AIDS e tem como meta, até 2015, deter e começar a reverter a sua propagação. A análise dos dados mais recentes indica que tal meta dificilmente será alcançada, tanto pelo Brasil quanto pelo Rio Grande do Sul. Entre 1991 e 2005, a taxa de incidência de HIV//AIDS — número de casos novos dividido pela população —, no Brasil, aumentou muito, de 8,4 casos para 18,0 casos por 100.000 habitantes.

Desde 1991, o RS tem ocupado o terceiro lugar na incidência da doença, no País, com o aumento do número de casos concentrando-se em suas cidades maiores. Dos 19 municípios com mais de 100.000 habitantes do RS, todos apresentaram aumentos consideráveis nas taxas de incidência da doença no período analisado, notadamente os de Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapucaia do Sul. Já os que possuíam, em 2005, as maiores taxas absolutas eram Porto Alegre, Alvorada e Viamão.

O tratamento por intermédio de medicamentos subvencionados pelo Governo auxilia a controlar a doença, mas, sem um programa pró-ativo e agressivo, baseado numa estratégia que inclua também a prevenção e a defesa dos direitos humanos dos infectados, as metas não serão alcançadas.

Combate à AIDS um dos objetivos do milênio

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Mortalidade por causa e sexo no Rio Grande do Sul, em 2005

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Edição: Ano 16 nº 02 - 2007

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De acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, o principal grupo de causas da mortalidade dos gaúchos, em 2005, foi doenças do aparelho circulatório, responsável por cerca de 30% dos óbitos. Em segundo lugar, aparece neoplasias, respondendo por 20% dos óbitos. Esses dois grupos de causas ocupam essas posições independentemente do sexo e ocorrem, principalmente, entre a população mais velha. Para os homens, a terceira posição é ocupada pelo grupo das causas externas, que inclui óbitos devido a homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, etc., sendo essas as causas de 14% dos óbitos masculinos. Para as mulheres, esse grupo de causas ocupa apenas a sétima posição, sendo responsável por cerca de 4% dos óbitos femininos.Tendo em vista que esse tipo de óbito afeta especialmente os jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos — faixa etária que concentra um terço das mortes por causas externas —, esse diferencial entre os sexos na mortalidade por esse grupo de causas explica também as diferenças encontradas na expectativa de vida de homens e mulheres. Calculando-se esse indicador para o ano de 2005, utilizando os dados de óbitos registrados pela Secretaria Estadual da Saúde e a população estimada pela FEE, verifica-se que a diferença é de cerca de oito anos, uma vez que é de 70,5 anos para os homens e de 78,6 anos para as mulheres.

Mortalidade por causa e sexo no Rio Grande do Sul, em 2005

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Mortalidade dos jovens por causas externas no RS

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Edição: Ano 15 nº 04 - 2006

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A mortalidade por causas externas, grupo que inclui óbitos violentos, como acidentes de trânsito, homicídios e suicídios, vitimou 6.873 gaúchos em 2004, representando 9,6% dos óbitos naquele ano. Esse tipo de morte ocupou a quarta colocação entre os grupos de causa de mortalidade, sendo superado apenas pelas doenças do aparelho circulatório (primeiro lugar), neoplasias (segundo lugar) e doenças do aparelho respiratório (terceiro lugar). A mortalidade por causas externas afeta, em especial, os adolescentes e os jovens do sexo masculino: 82% dos óbitos por causas externas, em 2004, foram de homens, sendo que 72% dos ocorridos entre a população de 15 a 19 anos decorreram desse grupo de causas.

Os dados de mortalidade proporcional por causas externas entre a população de 15 a 19 anos apresentados na tabela revelam que os homicídios e os acidentes de trânsito são responsáveis pela grande maioria dos óbitos, significando, nos últimos anos, cerca de 70% deles. Homicídios representaram 44% dos óbitos em 2004, revelando uma tendência de crescimento na participação. Suicídios e afogamentos são as causas de cerca de 20% das mortes por causas externas entre a população daquela faixa etária.

Mortalidade dos jovens por causas externas no RS

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Hepatite C: uma doença silenciosa

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Edição: Ano 14 nº 12 - 2005

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 180 milhões de pessoas no mundo estão infectadas pela hepatite C. No Brasil, esse número pode chegar a cinco milhões de portadores, oito vezes mais que a contaminação pelo vírus da AIDS.

O vírus HCV, que se torna crônico em 90% dos casos, é o causador da doença crônica hepática conhecida como hepatite C, que se caracteriza por desenvolver, num período de até 20 anos, a cirrose ou o câncer de fígado, sendo a principal causa da necessidade de transplante do órgão. Sua transmissão dá-se por meio de contato direto com o sangue infectado, como na hemodiálise, no uso de drogas endovenosas, na transmissão perinatal e, em menor escala, na introdução de piercings, na realização de tatuagens, de manicura e de acupuntura.

Conforme o Ministério da Saúde, o número de novos casos anuais confirmados em 1999, no Brasil, foi de 4.848, tendo aumentado consideravelmente, alcançando o número de 7.332 em 2003. O RS permanece em segundo lugar na incidência da hepatite C, apesar de haver diminuído o número de casos, de 1.555 para 1.137, nesse período.

São Paulo é o estado que tem apresentado um número ascendente de novos casos, sinalizando a necessidade de um extenso plano de prevenção, a fim de minimizar o contágio da doença em todo o País.

Hepatite C uma doença silenciosa

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Óbitos de menores de cinco anos, em 2003, foram maiores no sudoeste do RS

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Edição: Ano 14 nº 07 - 2005

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Os dados sobre a mortalidade de menores de cinco anos são utilizados pela Unicef como indicadores de desenvolvimento e incorporam uma grande variedade de “fatores de contribui ção”, tais como a saúde nutricional e o conhecimento das mães sobre saúde, o grau de imunização e o uso dos tratamentos nos casos de diarréias, bem como a disponibilidade de serviços de saúde materno-infantil, inclusive assistência pré-natal, renda, alimentos na família, segurança no meio ambiente, água limpa e saneamento básico.

No sentido de procurar medir a efetividade das despesas municipais, utilizamos, para o período 2000-03, no conjunto das mesorregiões, os óbitos de menores de cinco anos (SIH/SUS) em relação a essa mesma faixa etária e as despesas com saúde e saneamento per capita dos municípios. Na média das mesorregiões, 21,7% das despesas foram com saúde e saneamento. Estas, embora insuficientes, cresceram 7,7% a.a. no período, em valores de 2003, enquanto os óbitos decresceram 5,6% a.a.

Entre as causas dos 1.600 óbitos registrados em 2003, as mais incidentes, tidas como evitáveis, são: afecções originadas no período perinatal; doenças infecciosas e parasitárias; e as do aparelho respiratório.

Os maiores percentuais de óbitos, acima da média de 2003, estão em três mesorregiões. As Mesorregiões Sudoeste e Sudeste apresentaram maiores acréscimos nas despesas com saúde e saneamento e decréscimos nos óbitos de 4,8% e 11,9% respectivamente. A Mesorregião Metropolitana, com 730 óbitos, embora seja a de menor crescimento nas despesas, mostrou redução nos óbitos também superiores à média. Se ela tivesse acompanhado pelo menos a média do Estado nas despesas com saúde e saneamento, a redução dos óbitos seria maior.

Óbitos de menores de cinco anos, em 2003, foram maiores no sudoeste do RS

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AIDS no RS: tendência à estabilização

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Edição: Ano 14 nº 06 - 2005

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O Ministério da Saúde, através das informações do Sistema Nacional de Agravos de Notificação, afirma que a epidemia de AIDS, no Brasil, está em um processo de estabilização, tendo sido registrados 362.364 casos entre 1980 e 2004. O País vem apresentando uma taxa de incidência em torno de 18 novos casos por 100.000 habitantes nos últimos oito anos, embora tenha registrado o número de 32.247 novos casos em 2003.

O Rio Grande do Sul confirmou essa tendência de relativa estabilização anual no período 1998-03. Em 2003, foram diagnosticados 2.359 novos casos. Em função dessa estabilidade, o Estado mantém-se em terceiro lugar nessa categoria, no País.

A taxa de letalidade em relação à doença, no Rio Grande do Sul, mostra uma queda expressiva a partir de 1996, estabilizando-se em 3% de 2001 a 2003, tendo ocorrido, neste último ano, um total de 418 óbitos.

Em que pese à eficácia dos tratamentos na sobrevida dos pacientes, graças à qualidade dos novos medicamentos, são necessários, entretanto, novos programas governamentais de prevenção, a fim de diminuir a possibilidade de transmissão da doença.

Número de casos diagnosticados de AIDS no Rio Grande de Sul — 1995-03

FONTE: SES-RS.

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O perfil nutricional dos brasileiros e dos gaúchos

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Edição: Ano 14 nº 05 - 2005

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O IBGE, no final de 2004, divulgou a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 (POF), que informa sobre o perfil antropométrico nutricional da população adulta.

Os dados atuais, quando comparados com os de pesquisas anteriores (1974-75 e 1989), mostram uma tendência à diminuição da prevalência do déficit de peso e uma elevação do excesso de peso e da obesidade entre os homens, enquanto as mulheres mantêm um patamar elevado, tanto no excesso de peso como na obesidade, em ambas as pesquisas. Especialistas afirmam que o problema da subnutrição crônica persiste em várias regiões do País, ainda que não exista falta de produção de alimentos para ofertar no mercado. Parcelas significativas dos potenciais consumidores não possuem renda para consumir as calorias mínimas necessárias recomendadas pela FAO para o Brasil (2.300 calorias diárias).

A pesquisa apontou que 2,8% do sexo masculino possui déficit de peso no Brasil, e 2,1%, no RS, enquanto, para o sexo feminino, esses resultados são superiores, ou seja, respectivamente, 5,2% e 3,1%. Esse indicador, de modo geral, mede a desnutrição. Quanto ao excesso de peso, a prevalência é alta tanto para o Brasil quanto para o Estado. As diferenças entre os sexos não são significativas, embora o total do RS seja de cerca de 8 pontos percentuais acima dos resultados brasileiros. No País, os homens com sobrepeso representam 41,1% da população masculina, e as mulheres, 40,0% da feminina, sendo essa relação, no Rio Grande do Sul, de 49,0% e 48,3% respectivamente. A incidência de sobrepeso e de desnutrição tem conseqüências nefastas para a saúde das pessoas e gera pressão sobre os serviços de saúde pública. A obesidade é mais acentuada entre as mulheres, tanto no Brasil (13,1%) quanto no RS (18,5%); para os homens, ela é alta, embora relativamente mais baixa do que a das mulheres, sendo os valores de, respectivamente, 8,3% e 11,3%.

O perfil nutricional dos brasileiros e dos gaúchos

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