Textos na área temática: Meio ambiente

Energia e aquecimento global

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Edição: Ano 16 nº 10 - 2007

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O enfrentamento das causas do aquecimento global impõe um impasse para a humanidade. Por um lado, é necessário reduzir drasticamente a geração de gases de efeito estufa, e, por outro, o crescimento populacional e o desejável avanço no bem-estar dos países periféricos apontam um considerável crescimento daquelas emissões geradoras de alterações climáticas. Essas mudanças terão efeitos que se farão sentir diretamente na disponibilidade de alimentos, de água e de energia renovável.

O principal responsável pela geração dos gases de efeito estufa é a energia, seguida da devastadora eliminação das florestas. A manutenção da tendência atual de crescimento econômico para as próximas décadas só será possível com o uso pesado de energéticos não renováveis na matriz energética.

Assim, para manter o mesmo ritmo de crescimento econômico até 2030, o consumo mundial de energia terá um aumento da ordem de 60% em relação ao atual, fato que gerará de 50% a 100% mais emissões de CO2.

As diferentes alternativas propostas, que vão do “Plante uma árvore” à captura do carbono, fundamentais no processo de redução das emissões de gases de efeito estufa, não serão suficientes para reverter o quadro do aquecimento global. Todavia na economia de energia encontra-se a principal ação para a redução desses gases, ação esta que requer uma transformação radical na forma de vida da humanidade. Para tanto, é necessária a mudança do paradigma do consumo ditado pelo mercado para o paradigma da sobrevivência da terra.

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Potencial poluidor das atividades industriais no RS: o mapa do risco

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Edição: Ano 16 nº 04 - 2007

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Em estudo recém-concluído na FEE, foi realizada a atualização do Índice de Potencial Poluidor da Indústria (Inpp-I) para os anos de 2001 a 2004, abrangendo o Estado e algumas de suas regiões. Originalmente lançado pela FEE em maio de 2005, em conjunto com a FEPAM, com dados referentes a 2001, ele representa uma das primeiras experiências no Brasil de elaboração de indicadores econômico-ambientais abrangentes.

Para se chegar ao Inpp-I, que permite o ranqueamento dos municípios e dos Coredes do Rio Grande do Sul quanto ao seu potencial poluidor, levaram-se em conta o “tamanho”, medido pelo Valor Adicionado Bruto de cada atividade industrial, e o risco representado pelas mesmas.

Tomando-se a divisão por Coredes, verifica-se que, entre eles, os que apresentam o mais alto Inpp-I, correspondendo a maior risco e maior valor de produção, são, nessa ordem, o Metropolitano Delta do Jacuí (26,63), o Vale do Rio dos Sinos (20,66) e o Serra (15,77). Por sua vez, os três com mais baixo Inpp-I são o Alto da Serra do Botucaraí (0,15), o Litoral (0,16) e o Médio Alto Uruguai (0,23). Nesse sentido, observa-se a concentração geográfica do risco relativo ao potencial poluidor industrial no nordeste do Estado, que é, ao mesmo tempo, a área mais densamente povoada do RS.

Potencial poluidor das atividades industriais no RS o mapa do risco

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Riscos da elevação de gás carbônico (CO2) na atmosfera

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Edição: Ano 16 nº 01 - 2007

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Pesquisas revelam que, nos últimos 650.000 anos, a concentração de CO2 na atmosfera da Terra tem variado entre 180 ppm e 300ppm (partes por milhão), em ciclos de glaciação de 100.000 anos. A concentração de CO2 encontra-se, atualmente, em nível de 380ppm, o que é 27% superior ao patamar da era pré-industrial. A maior parte desse acréscimo (60ppm) deu-se entre 1958 e 2002 e origina-se das atividades humanas, com o uso indiscriminado dos combustíveis fósseis, das queimadas e do desflorestamento.

Para atender às necessidades energéticas do Planeta, são retirados do subsolo cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono/ano, na forma de carvão mineral, petróleo e gás natural. Caso o crescimento econômico siga a tendência das três últimas décadas, no meado dos anos 50 serão necessários 14 bilhões de toneladas de carbono/ano, o que aponta uma concentração de CO2 na atmosfera de mais de 500ppm. Isso aumentará a temperatura média da Terra pelo efeito estufa, cujas conseqüências qualitativas (secas, inundações, furacões, elevação do nível do mar, desertificação) são conhecidas, mas desconhecem-se suas intensidades, freqüências e durações. Torna-se, assim, urgente superar as dificuldades na substituição do carbono como energético-base, o que exige um acordo internacional que preveja mudanças radicais no atual modelo mundial de consumo.

Riscos da elevação de gás carbônico (CO2)

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Energia: recursos renováveis versus não renováveis

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Edição: Ano 15 nº 11 - 2006

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A submissão das lideranças mundiais, nacionais e regionais no trato das questões energéticas, ao priorizar o crescimento econômico sem considerar adequadamente as externalidades ambientais, levará o planeta a um conflito, cujos efeitos, embora previsíveis, ainda não foram experimentados. Tudo isso em meio a uma geopolítica tensa e explosiva, que beneficia, principalmente, poderosos interesses bélicos e petrolíferos.

Após a II Guerra Mundial, o petróleo tem marcado o estilo de sociedade, cujas reservas entrarão em declínio acentuado a partir de 2012. A questão é: como se preparar para a transição?

Se a transição para a era pós-petróleo for marcada pela predominância de recursos não renováveis tomados em conjunto, estes, além de manterem o mesmo estilo referido, se esgotarão em cerca de 50 anos para o mundo e em 38 anos para o Brasil, dadas as taxas históricas de crescimento do consumo de 2,0% a.a. e 3,3% a.a. respectivamente (ver gráfico).

Por outro lado, adicionar à energia hídrica outras energias renováveis, como a solar, a eólica e, moderadamente, a bioenergia, no que se convencionou chamar de cenário ecológico, implicaria uma mudança completa de como a sociedade vê a si mesma, desconcentrando rapidamente a oferta da energia, privilegiando o desenvolvimento e os aspectos regionais e socioambientais e propiciando uma intensa pesquisa em diversos segmentos afins à questão.

Energia recursos renováveis versus não renováveis

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Gás carbônico (CO2) no consumo de energéticos não renováveis, no RS

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Edição: Ano 15 nº 02 - 2006

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Em 2000, o Rio Grande do Sul gerou 22,3 milhões de toneladas de CO2, oriundas do consumo de energéticos não renováveis (derivados do petróleo, gás natural e carvão mineral). Isso representou 8,6% das emissões desse gás no Brasil, uma participação superior à do PIB do RS no PIB nacional que foi de 7,70%. Estudo prospectivo (cenários tendenciais elaborados pelo grupo de energia da FEE) sobre os requerimentos de energéticos não convencionais, com base em supostas taxas de crescimento para a economia brasileira, em 2020, de 2,5%, 3,5% e 4,5% , estima acréscimos respectivos de 42,4, 54,0 e 66,7 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a crescimentos da emissão de gases, relativamente ao ano 2000, de 89,7%, 141,6% e 198,3%.

Se, para eliminar a massa de carbono contida no CO2 gerado pelos combustíveis não renováveis consumidos no RS, em 2000, mediante seqüestro do C, seriam necessários 1,5 milhão de hectares de florestas médias, para o ano de 2020, os cenários apontam áreas estimadas em 2,9 milhões, 3,7 milhões e 4,5 milhões de hectares de florestas médias respectivamente. Isso leva a pensar na necessidade urgente de se garantirem áreas de florestas manejáveis, que complementem as já existentes, para que o gás carbônico seja seqüestrado em prol de um equilíbrio entre a natureza e as ações antropogênicas em nosso Estado.

Gás carbônico (CO2) no consumo de energéticos não renováveis, no RS

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Gestão ambiental e os municípios gaúchos com maior Índice de Potencial Poluidor na Indústria (Inpp-I)

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Edição: Ano 14 nº 10 - 2005

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A ação municipal na área ambiental é respaldada por um conjunto de tratados internacionais e instrumentos legais nacionais que enfatizam a importância da gestão local, ao reconhecerem que, como nível de governo mais próximo à população, os municípios desempenham um papel essencial em favor de um desenvolvimento sustentável.

Selecionamos os 10 municípios gaúchos com maior Inpp-I, para examinarmos as suas estruturas administrativas de meio ambiente, contemplando o tipo de órgão municipal e o quadro de funcionários, conforme Pesquisa Perfil Ambiental dos Municípios Brasileiros — Meio Ambiente 2002 do IBGE.

Municípios Brasileiros — Meio Ambiente 2002 do IBGE. As informações mostram que, dos 10 municípios “críticos”, seis têm secretarias municipais; os demais possuem departamentos, que contam com aparatos institucionais frágeis, levando-nos a concluir que as organizações municipais para gestão ambiental estão aquém das necessidades.

Com relação ao quadro de funcionários, vemos que, com exceção do Município de Porto Alegre, os demais apresentam falta de pessoal e de capacidade técnica, dado o baixo número de funcionários de nível superior.

A gestão ambiental no âmbito municipal enfrenta muitos problemas, dentre os quais a necessidade de ampliar e qualificar a estrutura administrativa, buscando superar a deficiência da maior parte dos municípios brasileiros para a implementação de políticas de meio ambiente.

Gestão ambiental e os municípios gaúchos com maior Índice

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Potencial poluidor da indústria e gestão ambiental municipal

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Edição: Ano 14 nº 09 - 2005

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A construção de indicadores que levem em conta a problemática ambiental está relacionada com as concepções mais atuais sobre qualidade de vida, bem-estar e desenvolvimento. Nesse sentido, pensando-se na concepção e na execução de políticas econômicas e de gestão ambiental, torna-se cada vez mais necessário o uso desses indicadores para a avaliação e o monitoramento dos efeitos das atividades produtivas sobre o meio ambiente.

O Índice de Potencial Poluidor da Indústria (Inpp-I), lançado recentemente pela FEE/Fepam, evidencia uma das primeiras experiências na elaboração de indicadores econômico-ambientais, no Estado. Através da classificação da produção industrial em atividades de alto, médio e baixo potencial de poluição e levando em conta o volume da produção, obteve-se um ranking de todos os municípios gaúchos, no qual o limite superior (maior risco e maior volume) é composto pelos Municípios de Canoas, Triunfo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Rio Grande, Gravataí, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul, Bento Gonçalves e Sapucaia do Sul, nessa ordem.

Juntando-se a esse ranking alguns dados apresentados em pesquisa do IBGE sobre o perfil ambiental dos municípios brasileiros, observa-se que, em termos de ações públicas municipais de controle da poluição, 30% dos municípios “críticos” em potencial poluidor industrial, no RS, não contam com fiscalização ou combate ao despejo de resíduos industriais, 40% não têm fiscalização ou controle de atividades industriais poluidoras, e 50% não possuem gestão de resíduos tóxicos. Pode-se enfatizar, nesse contexto, os casos de Triunfo e Rio Grande, que não contam com nenhuma das três ações de controle da poluição por parte do poder municipal. Esses resultados indicam que ainda há muito que se avançar no processo de conscientização sobre a gestão ambiental pública e sua descentralização.

Potencial poluidor da indústria e gestão ambiental municipal

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