Textos na área temática: Comércio

Comércio: vendas em queda em 2002

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Edição: Ano 11 nº 07 - 2002

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No primeiro quadrimestre do ano, o comércio varejista gaúcho apresentou uma queda no volume de vendas de 4,0%, o pior resultado entre os principais estados do País. O comércio brasileiro, por sua vez, apresentou uma redução de 1,1% em suas vendas. O desempenho do comércio gaúcho é o reflexo das sucessivas quedas nas vendas que o setor vem acusando ao longo do ano, ou seja: -4,6%, -2,2%, -4,2% e -4,8%, respectivamente, nos meses de janeiro a abril deste ano contra iguais meses do ano anterior.

No acumulado do ano, tiveram desempenhos piores que a média do setor os ramos veículos, motos, partes e peças (-14,9%); tecidos, vestuário e calçados (-8,3%); e demais artigos de uso pessoal e doméstico (-7,2%). Ressalva-se como aspecto positivo, em abril, o desempenho do segmento móveis e eletrodomésticos, que apresentou um crescimento de 4,0%, impulsionado pela realização da Copa do Mundo.

No quadrimestre, o comércio varejista de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Bahia apresentou retração das vendas de -1,9%, -2,5%, -1,6% e -0,3% respectivamente. Por outro lado, apresentaram resultados positivos os Estados de Minas Gerais (2,6%), Ceará (2,3%) e Rio de Janeiro (0,4%).

Comércio vendas em queda em 2002

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Desempenho das vendas no varejo do RS em 2001

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Edição: Ano 11 nº 03 - 2002

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Com base nas informações da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo IBGE para as principais unidades da Federação, observa-se que o volume de vendas no comércio varejista do RS teve um desempenho positivo de 0,62% em 2001, ficando atrás dos Estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, que cresceram, respectivamente, 2,10% e 2,20%. É importante destacar o desempenho negativo dos Estados de Minas Gerais (-2,67%), São Paulo (-2,46%) e Paraná (-0,81%), que foram determinantes para o desempenho negativo do comércio brasileiro (-1,29%).

Nas vendas do Estado, destaca-se como aspecto positivo o desempenho do segmento móveis e eletrodomésticos, que apresentou um crescimento de 8,74%, impulsionado, principalmente, pelas campanhas de substituição de equipamentos elétricos pelos de menor consumo de energia elétrica. Já no aspecto negativo, ressalta-se o desempenho do segmento combustíveis e lubrificantes, com -4,36%. Essa queda foi decorrente dos sucessivos aumentos de preços verificados nesse segmento durante o ano.

O fraco desempenho das vendas no RS veio confirmar o comportamento já observado no primeiro semestre do ano. Já naquele momento, a performance do comércio gaúcho, ainda que discreta, era melhor que a do comércio brasileiro.

Desempenho das vendas no varejo do RS em 2001

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Mercados agrícolas oligopsônicos necessitam da regulação do Estado

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Edição: Ano 10 nº 12 – 2001

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Dados recentes mostram que quatro empresas respondem por 35% do mercado nacional de laticínios, e apenas duas, a Elegê e a Parmalat, por 70% do mercado gaúcho. São níveis de concentração industrial expressivos e especialmente altos quando referidos ao Rio Grande do Sul. Nesse caso, caracteriza-se uma elevadíssima concentração de compradores no mercado do leite in natura, o que, aliado a um perfil atomístico e homogêneo da oferta, configura um mercado de corte oligopsônico, no qual as indústrias em conjunto tendem a administrar preços, estabelecendo-os abaixo dos níveis considerados normais no mercado. Isso significa transferências importantes de renda do produtor rural para a indústria, ou, mais propriamente, para o resto da economia, via mecanismo de preços. Segundo os produtores e suas associações, este é justamente o caso do mercado leiteiro no Rio Grande do Sul. E, sendo assim, estamos diante de um conflito distributivo de renda a requerer a intervenção reguladora do Estado.

Além disso, se é verdade que a reestruturação dos laticínios, envolvendo concentração e internacionalização empresarial, teve como conseqüência um aumento expressivo da produtividade do leite in natura — evidenciando a face progressista e racional do processo —, é inquestionável, por outro lado, que os avanços econômicos já estão a cobrar seu preço no campo social em termos de uma redução brutal do número de pequenos produtores de leite. Aqui, também, se abre um espaço para políticas públicas compensatórias.

Mercados agrícolas oligopsônicos necessitam da regulação do Estado

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Desempenho do comércio no RS

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Edição: Ano 10 nº 11 – 2001

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O setor Comércio do Rio Grande do Sul tem uma participação de 10,0% no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Esse segmento vem tendo desempenho positivo nos últimos anos, apresentando taxas de crescimento de 2,6% em 1999 e de 3,1% em 2000.

No ano corrente, para o qual ainda não estão disponíveis todas as informações necessárias às estimativas do PIB, a evolução desse segmento é aferida através da utilização da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo IBGE para estados selecionados (12 estados) a partir do grau de importância dos mesmos na estrutura do comércio e abrangendo suas principais atividades. Com base nessas informações, observa-se que, em agosto (último mês disponível da PMC), o índice de volume das vendas do comércio varejista do Rio Grande do Sul, comparado ao do mesmo mês do ano anterior, apresentou o melhor desempenho dentre todos os estados brasileiros, atingindo um crescimento de 6,5%, seguido por Santa Catarina — com crescimento de 3,6% — e pelo Estado do Paraná, com uma taxa de 2,5%. É importante destacar que, para o mesmo período, o Estado de São Paulo apresentou queda (-2,2%), e o comércio varejista no Brasil decresceu (-0,3%).

No acumulado do ano (até o mês de agosto), enquanto no Brasil se verificou uma taxa negativa (-1,2%), devido principalmente ao desempenho negativo da atividade combustíveis e lubrificantes (-4,5%), o Rio Grande do Sul apresentou um crescimento de 0,9%, classificando-se como o quarto estado de melhor crescimento, ficando atrás apenas de Santa Catarina, do Rio de Janeiro e da Bahia, os quais cresceram, respectivamente, 2,7%, 2,5% e 1,2%. Salientam-se aqui os desempenhos negativos dos Estados de Minas Gerais (-2,8%) e de São Paulo (-2,8%), cujas economias são parcelas significativas do comércio nacional.

O reduzido crescimento das vendas no acumulado do ano, no RS, deve-se principalmente ao desempenho negativo nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-6,8%), que foi contrabalançado pelos desempenhos positivos das atividades móveis e eletrodomésticos (20,2% no mês de agosto e 12,0% no acumulado do ano) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,4% no mês de agosto e 2,1% no acumulado do ano).

Destaca-se, ainda, no RS, o bom desempenho do segmento veículos, motos, partes e peças, que, apesar da queda no mês (-5,5%), apresentou um crescimento significativo de 16,0% no acumulado do ano, ficando atrás apenas dos Estados de Goiás e Minas Gerais, com taxas positivas de 23,1% e 17,5% respectivamente.

Desempenho do comércio no RS

Essa melhor performance das vendas do comércio varejista do Estado em comparação com as do Brasil e com as dos principais estados da Federação deve-se, em parte, à possibilidade que teve a Região Sul de ficar fora do esquema de racionamento de energia elétrica imposto às demais regiões do País.

Para os próximos meses do ano, espera-se que o comércio varejista apresente uma redução no seu ritmo de crescimento das vendas, devido, principalmente, a uma não-redução das taxas de juros pelo Banco Central, afetando, com isso, o desempenho daqueles segmentos que são mais sensíveis ao crédito, como o de bens de consumo duráveis.

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